sexta-feira, 17 de abril de 2015

Caminhada pela fé!

sexta-feira, abril 17, 2015 Posted by: Caminho em Big Field., 0 comments



Breno Alonso

Muitas pessoas encaram a Bíblia como um manual de regras para conduzir a vida ou até mesmo um livro que contenha as respostas para todas as suas dúvidas existenciais. Acontece que a Bíblia é um livro com a finalidade de estimular a fé. Fé é salto no escuro, é incerteza e por isso tão pouco atrativa. Isso porque nós gostamos é da segurança. Queremos conduzir nossa vida numa estrada asfaltada, sinalizada e iluminada. Enquanto o convite da fé é apesar de não conseguir enxergar o caminho ainda sim prosseguir, pois a questão não é para onde se está indo e sim com quem se está caminhando. 

Conforme minha tradição um personagem foi chamado de pai da fé por ter aceitado o convite de trocar o certo pelo incerto, de sair da sua terra em direção a um lugar que não fazia a mínima ideia de onde seria. A Bíblia é um convite para participar desta jornada de fé. Ir sem saber para onde se está indo mais crendo que chegará a terra da promessa. Fé é essa aposta que se faz. Muitas vezes em nossa jornada implicará situações onde trocaremos o que é palpável pelo que não é, mas ainda assim irresistivelmente possível e provável por nós.

Leia a Bíblia! Busque nela encorajamento para prosseguir nesta jornada. Muitas vezes ela pode te colocar dentro de um conflito e é natural, afinal o convite que ela te faz é para andar pela fé. O convite da fé é o de se arriscar nessa aventura.



sábado, 11 de abril de 2015

Poema: Dietrich Bonhoeffer - 70 anos de martírio (1945-2015)

sábado, abril 11, 2015 Posted by: Caminho em Big Field., 0 comments

Aprendemos por pouca coisa a mentir,
diante da franca injustiça de joelhos cair.
Quando violência ao indefeso se fazia,
nossa vista ficava fria.
E o que ardia em nosso coração
era silenciado e ficava sem menção.
Abafávamos o sangue quente
e reprimíamos o braseiro ardente.
O que antes para as pessoas era sagrado
foi despedaçado e afrontado.
Amizade e fidelidade foram traídas,
lágrimas e contrição escarnecidas.
Nós, filhos de piedosas gerações,
antes do direito e da verdade campeões,
agora desprezamos Deus e as pessoas
enquanto o inferno dá gargalhadas boas.


segunda-feira, 6 de abril de 2015

O perigo da semente

segunda-feira, abril 06, 2015 Posted by: Caminho em Big Field., 0 comments

O relato a seguir é verídico e foi  adaptado apenas para fins literários
Por Ricardo Philippsen
Tudo começou com uma ideia que parecia inofensiva: A partir daquele dia, na pequena hortinha no fundo do quintal, eu deixaria as hortaliças completarem seu ciclo de vida. Em outras palavras, deixaria elas produzirem sementes. Esperava assim não precisar comprar mudas ou sementes com tanta frequência.
Eu não fazia ideia do que aconteceria depois disso.
No início fiquei fascinado, descobri flores que eu jamais tinha imaginado existirem, entrei em êxtase quando vi desabrochar a primeira flor da chicória, de um lilás exuberante ela passou a enfeitar a minha horta. As primeiras sementes vieram, amadureceram, foram colhidas e semeadas.
Ah se eu soubesse…


domingo, 5 de abril de 2015

Domingo da Paixão (Mateus 27:11-54):

domingo, abril 05, 2015 Posted by: Caminho em Big Field., 0 comments

Claudio Oliver

Eu nunca vi um zumbi, mas eu vejo todo dia muitos mortos vivos, dignos de fazerem parte de "The Walking Dead". Eu vejo tanta gente cujas vidas estão presas em cativeiro - sede de poder, de dinheiro, de controle; vivendo nas cadeias de dependência, sob o império de drogas lícitas e ilícitas - para as quais se sentem atraídos pelos poderes da morte; muitos movidos por uma permanente mistura de raiva, amargura, prejulgamento e linguagem agressiva; sempre dizendo "não tem jeito, é assim que é"; definitivos, vaticinando o que é, sem ao menos explorarem que poderia ser outra coisa, julgando, anunciando a verdade absoluta. Muitos destes mortos-vivos não se parecem com zumbis, alguns tem carros esportivos, usam ternos , e parece que eles têm "tudo sob controle". Outros tem empregos estáveis, lutam no trabalho do dia a dia, se movem na rotina qual a vida lhes impõe.