quinta-feira, 30 de junho de 2011

Poema: Eterno é Deus - Gladir Cabral

quinta-feira, junho 30, 2011 Posted by: Caminho em Big Field., 0 comments


Eterno é Deus,
Tudo o mais é uma folha de alfazema
Que o vento leva no doce perfume da açucena,
Águas passadas nas longas braçadas do moinho,
Leve desenho na pena de um livre passarinho.
.
Eterno é Deus,
E o resto é a sombra de uma nuvem
Sobre a corrente das águas que de repente surgem
E prontamente se escoam na sequidão da terra,
Um pensamento, uma flecha do arqueiro, quando erra.

Poeta é Deus,
Sou apenas o verso de um poema.
Ele é palavra, eu sou o desejo de um fonema,
Verso branco, breve
À espera do seu tema.
.
Eterno é Deus,
Tudo o mais é uma gota de sereno
Que de manhã cobre a folha da grama no terreno.
Ao meio-dia é apenas lembrança pouca e vaga,
É trilha incerta, é uma estrada deserta e ensolarada.
.
Poeta é Deus,
Sou apenas poeira do caminho.
Ele é o rio que me leva assim, devagarinho,
Pela vida afora, nunca mais sozinho.


sexta-feira, 24 de junho de 2011

DESMASCARANDO A FELICIDADE

sexta-feira, junho 24, 2011 Posted by: Caminho em Big Field., 0 comments

 
"Quando Jesus viu aquelas multidões, subiu um monte e sentou-se. Os seus discípulos chegaram perto dele, e ele começou a ensiná-los..."

Mateus 5 . 1 - 2
   
...E nunca mais nos esquecemos o que é felicidade...

Passamos a nos considerar espiritualmente pobres, sabendo que nossa riqueza é Ele.

Sabemos que nossa alma é sondada por Ele, por isso choramos. Não um choro de medo ou culpa, mas um choro de alívio, de penitência, de dependência. Aprendemos a nos lançar em Seus braços, Ele nos consola de toda a dor da alma.

Nos tornamos mansos e humildes, imitando espontaneamente a Ele mesmo. Somos singulares como ele é singular.


Esquecemos o que é desespero, ansiedade, pois não poderíamos acrescentar nem um segundo a mais ao nosso tempo de vida. Então achamos descanso para as nossas almas. Ele nos prometeu uma terra de descanso.

Nossa fome e sede, nossas pulsões mais involuntárias passaram a ser a justiça. A justiça passou fluir de nosso interior e deixou de ser performance. Nossa justiça agora excede, ultrapassa a dos santos e carolas. Nossa justiça não é religiosa, nem política, nem ideológica. Não há um tribunal na terra que faça vigorar nossa justiça. Nossa justiça é subversiva, é espontânea. Nossa justiça é o amor. Tudo é nivelado pelo amor. Seremos fartos, Ele disse.

Sabendo que nossa vida é fruto apenas de sua graça, não economizamos perdão. Somos espontâneos e sinceros em perdoar. Não sabemos mensurar quanto vale o perdão, por isso não podemos retê-lo.

Deixamos que ele limpasse nossa mente e coração dos sistemas de barganha desse mundo - e não passamos um dia sequer sem ver a Deus. Incrível como o encontramos onde menos se espera...

Carregamos a paz conosco. As coisas mudam significativamente onde chegamos. Outro dia nos chamaram de Filhos de Deus.

Por causa disso também somos perseguidos. Mas não nos angustiamos. Ele nos prometeu Seu Reino.


 
Quando isso deixará de ser utopia?

...Porque não desmascaramos a “felicidade” que se conhece no mundo, com a Felicidade que o mundo não conhece?

Que seja real...
 


Alexandre Verçosa
Do Caminho em Campo Grande/RJ


domingo, 12 de junho de 2011

Histórias apócrifas: a infância do Mestre.

domingo, junho 12, 2011 Posted by: Caminho em Big Field., 0 comments


sexta-feira, 10 de junho de 2011

Tire de sua cara a máscara...

sexta-feira, junho 10, 2011 Posted by: Caminho em Big Field., 1 comments


A festa do Pai não é um baile de máscaras!

Soren Kierkegaard certa vez disse que a vida é um baile de máscaras.

Ele sabia que este era o escudo atrás do qual as almas se escondiam de si mesmas, e, assim, tentavam ocultar suas faces também para a percepção dos demais.

A maioria quer ser famosa, mas poucos querem ser conhecidos!

Ora, usar máscaras, para muitos, não passa de truque, de um direito, de uma opção: ser ou não ser; mostrar ou não mostrar; como se tal bravata contra o próprio ser pudesse passar sem punição.

Para muitos, esconder-se atrás das máscaras é apenas uma questão de proteção ou de diversão inexaurível e viciante.

Sim, acaba virando um vício do ser, a tal ponto que sem as máscaras muitos homens não suportam e morrem.