sexta-feira, 30 de maio de 2014

Milagre, uma tentação

sexta-feira, maio 30, 2014 Posted by: Caminho em Big Field., 0 comments

Ricardo Gondim
O deserto se alonga. Desde o alto da duna, Jesus percebe que naquele areal não há como saciar a fome. Nenhuma árvore, nenhum animal a ser abatido, nenhum rio com peixe para pescar. De repente, uma voz mansa, delicada, sugere: …és filho de Deus, transforma essas pedras em pães. O teu dedo estendido pode servir de varinha mágica; tua palavra pronunciada tem mais poder que uma pedra filosofal.

A sugestão de transformar pedra em pão não cumpriria um desejo, saciaria uma necessidade desesperada. O milagre não seria espetáculo – na solidão do deserto não há espectador para deslumbrar-se com o recurso mágico.

Jesus rejeita a sugestão. Não só de pão vivem as pessoas… Ele não aceita enfrentar os percalços da vida com solução milagreira. Já de início reconhece que não existe dignidade no pão sem suor. Não é ético buscar resolver-se, pontualmente, enquanto outros não dispõem do recurso de apelar a uma divindade onipotente e ganhar seu favor. Ao preferir a possibilidade de morrer de fome, Jesus estabelece as bases de sua missão. Dali para frente, ninguém deve supor que ele veio limpar o caminho de homens e mulheres das dificuldades. A existência não será aplainada com intervenções sobrenaturais.


domingo, 25 de maio de 2014

POR QUÊ SERÁ QUE VOCÊ CONFESSA A JESUS E CONTINUA SEM DEUS?

domingo, maio 25, 2014 Posted by: Caminho em Big Field., 0 comments

As garantias de Jesus foram todas. Ele não estaria mais fisicamente presente, mas, em compensação, sem limites de geografia, tempo e espaço, estaria conosco todos os dias, sem jamais nos deixar órfãos, pois, enviaria de Si mesmo, o Espírito Santo, o Consolador, Aquele que Caminha Junto, que habitaria conosco e estaria em nós, revelando a cada dia mais de Jesus, e levando-nos a conhece-Lo em todos os nossos caminhos, crescendo em verdade e graça, andando em amor, conforme o entendimento segundo o Evangelho.

Enquanto isto, como decorrência natural dos efeitos da Palavra da Vida em nós, “indo...” onde quer que fôssemos, seríamos Testemunhas de Seu amor e graça, visto que Seu chamado não era para que “déssemos testemunhos”, mas antes para que “fôssemos testemunhas”. Antes de ser um chamado para fazer é uma convocação para ser.

Enquanto isto, Ele garantiu que faria sinais, prodígios e maravilhas, confirmando a Palavra vivida e anunciada por nós, sendo que Ele mesmo nos levaria a realizar obras maiores que as Dele, pois, receberíamos do que é Dele, e Nele viveríamos.

Ele também garantiu de que se fôssemos postos em provas, Ele mesmo estaria ali, dando-nos sabedoria, e dizendo-nos o que dizer. E garantiu que pisaríamos com os pés a serpentes e escorpiões, e que subjugaríamos, Nele, todo poder do maligno.

Justamente em razão disso, de Sua Presença, de Seu carinho diário, de Seu amor manifesto como Verdade libertadora, como Graça para ocasião própria, e como poder de Deus em nossos corações, é que Ele manda que andemos com esperança, com fé, olhando para o alto, confessando um futuro de Glória, e até mesmo nos regozijando nas dificuldades desta existência.

Sua ordem, entretanto, era para que todo aquele que dissesse que confiava Nele, manifestasse isto mediante atos de misericórdia, verdade, justiça e amor, que são os conteúdos existenciais do Evangelho.



quarta-feira, 21 de maio de 2014

A comunidade dos "do Caminho"

quarta-feira, maio 21, 2014 Posted by: Caminho em Big Field., 0 comments


No livro de Atos dos Apóstolos, um dos modos de designar a Igreja como comunidade dos discípulos era chamá-la de "o Caminho", e os discípulos, de "os do Caminho". Portanto, tal designação é anterior ao tempo em que os cristãos vieram a ser "oficialmente" nomeados "cristãos".

Paulo é o apóstolo em razão de quem essa designação de "o Caminho" mais aparece em Atos. No início, ele perseguia "os do Caminho"; ou, como ele também diz, "... para levar presos os que eram do Caminho", ou ainda "... este Caminho, ao qual chamais de seita...".

Ora, a designação "o Caminho" é, no meu modo de ver, aquela que melhor expressa o espírito do Evangelho como movimento humano no mundo. E por quê?

Primeiro, porque Jesus é o Caminho.

Segundo, porque o chamado da fé é "hebreu", e ser hebreu é ser alguém do caminho, da viagem, da peregrinação, como foi Abraão, o hebreu – o Pai da Fé. "Hebreu" vem da raiz da palavra que expressa o ato de cruzar, de atravessar, de seguir em frente.

E terceiro, porque, historicamente, um dos maiores problemas da Igreja foi o fato de que ela deixou o mundo e, assim, deixou de ser Caminho no chão da Terra.


Humor: Quem está certo?

quarta-feira, maio 21, 2014 Posted by: Caminho em Big Field., 0 comments