sábado, 4 de julho de 2015

Os gays, negros, deficientes e a maldição dos deuses

sábado, julho 04, 2015 Posted by: Caminho em Big Field., 0 comments

Por Hermes C. Fernandes


Em algumas sociedades antigas como a Grécia, crianças que nasciam portadoras de deficiências físicas eram sacrificadas. Havia uma razão prática para isso e uma justificativa religiosa. De acordo com a sua crença, Deus ou os deuses só teriam criado pessoas perfeitas, e, portanto, somente as tais mereciam viver.  

Acreditava-se que tais crianças eram aberrações, seres amaldiçoados.  Matá-las era prestar um serviço aos deuses. Pelo menos, era assim que eles apaziguavam sua consciência. Mas a razão verdadeira e nem sempre confessada era que deixá-las viver traria prejuízo à sociedade, já que não seriam produtivas, nem poderiam lutar numa guerra e ainda atrapalhar numa eventual fuga.  Assim, tais seres indefesos eram vistos como um peso extra do qual deveriam se livrar o quanto antes. Poupá-las colocaria em risco a sobrevivência da nação. Portanto, em nome do bem comum, da manutenção da ordem, eliminem-nas.

Durante séculos convivemos com a vergonha da escravidão. Certas etnias se achavam no direito de escravizar a outras, usando suas crenças como justificativas. Brancos afirmavam-se superiores aos negros e até questionavam se os mesmos tinham alma ou se eram apenas seres irracionais, semelhantes aos animais. Versos bíblicos foram pinçados para justificar o uso de mão-de-obra escrava. Deixá-los livres colocaria em risco a ordem social. Por isso, os abolicionistas eram acusados de progressistas, de subversivos, de inimigos da ordem que conspiravam contra o bem-estar e a prosperidade da nação.

Genocídios foram perpetrados e justificados por uma crença equivocada. Episódios bíblicos como o de Jericó e das cidades cananitas conquistadas por Israel eram evocados.  Sociedades inteiras como as pré-colombianas foram dizimadas.

Quem seriam hoje as vítimas de nossos preconceitos? As mulheres? Os gays? Os negros? Que passagens bíblicas estaríamos usando para justificá-los? De que lado estaríamos se vivêssemos durante o tempo em que a escravidão era tida como um direito divino? Como nos posicionaríamos quanto à matança de crianças deficientes?

Deus não criou deficientes! Bradavam alguns.


quinta-feira, 25 de junho de 2015

Uma palavra aos Lobos

quinta-feira, junho 25, 2015 Posted by: Caminho em Big Field., 0 comments



"PORVENTURA, EM TEU NOME NÃO PROFETIZAMOS, EXPELIMOS DEMÔNIOS E FIZEMOS MUITOS MILAGRES?"


Essa é a pergunta que carrega a cretinice da autojustificação iníqua.

Mateus 7, do verso 15 ao 23, traz uma das perguntas mais cretinas que se fez, que se faz e que se fará a Jesus. É uma pergunta que tem a possibilidade de realização no presente histórico, no final da história de algumas pessoas, na passagem, na virada panicada, nas angústias e nas expectativas de ira e fogo vingador, como diz o escritor de Hebreus, e, com certeza absoluta, ela se tornará uma pergunta de muitos naquele dia, naquela hora de luz absoluta, da qual ninguém escapará, nem quem tenha se anestesiado, se cauterizado de todos os modos possíveis, mas vai chegar o momento final, o momento ômega em que essa questão vai brotar, vai aparecer.

"Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores. Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? Assim, toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore má produzir frutos bons. Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo. Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis. Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade".

O texto começa advertindo as ovelhas, os discípulos, todas as pessoinhas do reino de Deus. Porque o que o texto diz é: acautelai-vos daqueles que vêm vestidos de ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores. Por que a cautela? Porque o potencial que eles têm de fazer o mal é devastador. Um potencial não só de destruir a fé e de arruinar a consciência, mas muitos deles, pelo ensino errado, destroem a percepção das pessoas pela prática do erro que se visibiliza, se torna flagrante público. Eles causam escândalo! E mesmo quando não são descobertos, eles condicionam, do ponto de vista energético-espiritual, um povo inteiro que, mesmo não tendo discernido a informação do engano deles, (engano tanto do ponto de vista do que digam falsificado e estelionatariamente, quanto do ponto de vista da vida que eles vivam incoerentemente com a palavra) experimenta a energia espiritual que deles vaza. Sendo por esta energia moldado, injetado, introjetado com o mesmo espírito de perversidade. De modo que, ficar exposto a esse ensino é, no mínimo, absorver a energia desse engano que vai nos entupindo, nos moldando, nos desensibilizando, tirando nosso discernimento e a capacidade de ver, de enxergar. Vai nos entupindo com tamanha sutileza, que, às vezes, ficamos amortecidos.

Hoje em dia, não sei se as pessoas sabem, mas com essa porta da igreja evangélica mais larga nos fundos do que na entrada, com essa evasão enorme de pessoas que entraram uns anos atrás, viram as loucuras e foram saindo, o maior número de ateus confessos no Brasil é formado de egressos das igrejas evangélicas. Não são professores universitários. Não são formandos de antropologia, biologia, física, não são do mundo acadêmico. Esses ateus são indivíduos que dizem que ‘Deus não existe porque não é possível que Deus permita, sendo Deus, que um cara como aquele que me enganou, por tanto tempo, continue vivo’. Eles ficam querendo que caia fogo do céu na cabeça das pessoas, e, como Deus não é assim, eles preferem dizer que Deus não existe. Por causa do engano, do trauma psicológico, esse se tornou um dado estatístico horroroso, crescente no nosso meio.


segunda-feira, 15 de junho de 2015

Vamos falar da CRUZ

segunda-feira, junho 15, 2015 Posted by: Caminho em Big Field., 0 comments

por Thiago Arruda Campos

Qualquer pessoa que tenha seu primeiro contato com evangelho, a boa nova de Deus, de imediato, perceberá a centralidade da Cruz. Há uma ênfase na morte de Jesus e o espaço dedicado pelos evangelistas à última semana da vida de Jesus chega a ser desproporcional relação a todos os outros temas.

O próprio Jesus, deliberadamente, determinou como gostaria de ser lembrado. Ele instruiu seus discípulos a tomar, partir e comer o pão em memória de seu corpo, que seria partido por eles, e a tomar, derramar e beber o vinho em memória de seu sangue, que seria derramado em favor deles.

A mensagem da Cruz é clara: PERDÃO. Cristo morreu para nos levar a Deus, Cristo morreu pelos pecados, o justo pelo injusto e, finalmente, Cristo morreu pelos pecadores de uma vez por todas. Está consumado.


quarta-feira, 10 de junho de 2015

CHARGE: DAS UTOPIAS

quarta-feira, junho 10, 2015 Posted by: Caminho em Big Field., 0 comments